v. 8 (2025): VIII ENCONTRO ANUAL: ANAIS DA REDE DE PESQUISA EM GOVERNANÇA DA INTERNET
Artigos

QUEM NÃO DEVE QUE COMECE A TEMER: O QUE A FILOSOFIA DA TECNOLOGIA PODE DIZER SOBRE O VIGILANTISMO DIGITAL EM RONDÔNIA?

Bianca Galvão Marques
C-PARTES

Publicado 18.05.2026

Palavras-chave

  • Filosofia,
  • Neutralidade,
  • Reconhecimento facial,
  • Rondônia

Resumo

A pesquisa, monitoramento e crítica aos sistemas de monitoramento por reconhecimento facial nas diferentes regiões do Brasil é cada vez mais constante. Todavia, em Rondônia o debate ainda é escasso e a obscuridade ainda é protagonista. Assim, o presente trabalho visa entender a neutralidade e autonomia tecnológica da implementação de câmeras de reconhecimento facial no Estado de Rondônia a partir da teoria crítica da filosofia da tecnologia. Utilizando-se de um recorte territorial, a pesquisa utiliza de base bibliográfica e exploratória, o artigo será dividido em três sessões, analisando, primeiramente, a neutralidade tecnológica a partir da filosofia da tecnologia de Andrew Feenberg. Posteriormente, por meio da instrumentalização do reconhecimento facial, questiona o modo de alimentação tecnológico do monitoramento. Por fim, será documentado, a partir de notícias da mídia, a postura adotada pelo Governo de Rondônia na divulgação da implantação do vigilantismo no referido Estado.